Sapatilhas de criança para o regresso às aulas: guia rápido
As aulas do ano lectivo 2026/2027 começam entre 11 e 21 de Setembro, conforme o ciclo e a escola. Se ainda faltam sapatilhas em casa, há quatro decisões a tomar e nenhuma delas precisa de meia hora: quantos pares, que fecho, que número e o que vai na mochila para a Educação Física. Está tudo aqui em baixo, por essa ordem.
A versão curta
- Dois pares no mínimo: um para o dia a dia, outro só para a ginástica. Três, se der.
- Velcro ou atacadores não se decide pela idade — decide-se pelo teste dos dois minutos, mais abaixo.
- Mede o pé com uma folha e um lápis e remede uma vez por período. Entre dois números, fica com o maior.
- Sola de borracha e interior forrado são o que aguenta o recreio. Lavar à mão, nunca na máquina.
- O par da ginástica pode ter de ir na mochila, com a sola limpa, em vez de vir calçado de casa. Confirma no regulamento da escola.
Quantos pares fazem falta
Dois é o mínimo realista, e não é para gastar mais.
O primeiro par é o do dia a dia: sai de casa calçado e volta calçado. O segundo é o da Educação Física e vive dentro da mochila ou do cacifo, porque há escolas que exigem calçado limpo, que não venha da rua, para entrar no pavilhão. Um só par não serve para as duas coisas.
Um terceiro par resolve os dias de chuva, em que o par da manhã ainda está húmido à tarde, e dá folga ao calçado entre utilizações. A podologista Carla Ferreira, dos Hospitais Lusíadas, aconselha mesmo a mudar de sapatos todos os dias.
Se há irmãos em casa, vale a pena reparar que estes modelos são unissexo no corte: o par que fica pequeno ao mais velho passa para baixo sem problema.
Velcro ou atacadores: o teste que decide
Esquece a tabela de idades. Uma criança de cinco anos pode atar os atacadores melhor do que uma de sete, e o que interessa é outra coisa: consegue calçar-se e apertar-se sozinha, duas vezes seguidas, sentada num degrau e com pressa?
Faz o teste em casa antes do primeiro dia de aulas. Se a resposta for não, é velcro — e não é um passo atrás. Ninguém quer que a criança fique parada no balneário à espera que um adulto lhe ate o sapato enquanto a turma já entrou.
Se a resposta for sim, os atacadores ajustam melhor o peito do pé, que é onde o sapato tem mesmo de segurar. A mesma podologista insiste que, nos modelos com atacadores, estes devem ficar bem apertados — um sapato meio aberto trabalha contra o pé em vez de o apoiar. O Royal College of Podiatry resume o critério numa palavra: o fecho tem de ser ajustável. Velcro e atacadores cumprem; calçado que se enfia sem apertar nada, não.
Nota prática: nesta loja o fecho é de atacadores ou de velcro conforme o modelo, e isso não aparece como filtro. Vê a fotografia na ficha do produto antes de decidir.
Como saber que o pé cresceu — e de quanto em quanto tempo remedir
Não se adivinha pela idade nem pelo número do ano passado. Mede-se.
Medir em três passos
- A criança de pé, calcanhar encostado a uma parede, com uma folha de papel debaixo do pé.
- Marca com o lápis a direito o dedo mais comprido — nem sempre é o dedo grande.
- Mede do fim da folha até à marca, em centímetros. Mede os dois pés ao fim do dia e segue o maior.
É exactamente o método que está no guia de tamanhos da loja: em qualquer ficha de produto — na Sapatilha Alcobaça, por exemplo — há um botão «Como escolher o tamanho» que abre a tabela completa e os três passos.
A tabela, e o que ela quer dizer
Estes são os comprimentos de referência do pé, não do sapato:
| Número | Pé | Número | Pé |
|---|---|---|---|
| 19 | 11,3 cm | 28 | 17,3 cm |
| 20 | 12,0 cm | 29 | 18,0 cm |
| 21 | 12,7 cm | 30 | 18,7 cm |
| 22 | 13,3 cm | 31 | 19,3 cm |
| 23 | 14,0 cm | 32 | 20,0 cm |
| 24 | 14,7 cm | 33 | 20,7 cm |
| 25 | 15,3 cm | 34 | 21,3 cm |
| 26 | 16,0 cm | 35 | 22,0 cm |
| 27 | 16,7 cm | 36 | 22,7 cm |
Repara no essencial: de um número para o outro vão 6 a 7 milímetros. É pouco. O 36 é o último número desta tabela, e o 37 já fica nos 23,3 cm.
Duas regras que valem mais do que a tabela toda: se o valor medido cair entre dois números, escolhe o maior, porque estes modelos calçam justos; e mede sempre ao fim do dia, quando o pé está no seu maior.
Com que frequência remedir
O pé não cresce sempre ao mesmo ritmo. Segundo a mesma fonte clínica, é até aos 5 anos que o crescimento é maior — em média cerca de 1 mm por mês nos rapazes e 2 mm nas raparigas. A partir daí abranda, e só estabiliza por volta dos 12 anos nelas e dos 15 neles.
Como de um número para o outro vão apenas 6 a 7 milímetros, o intervalo que o Royal College of Podiatry aponta faz sentido: verificar o calçado de seis a oito semanas nos mais pequenos e de dois em dois a três meses nas crianças mais velhas. Traduzido para o calendário: remede uma vez no início de cada período lectivo. Leva um minuto e evita o cenário clássico de Janeiro, com a criança a queixar-se e ninguém a perceber porquê.
Sinais de que já passou da hora: a criança descalça-se assim que chega a casa, o dedo grande marca a biqueira por dentro, ou aparece vermelhidão no calcanhar. Nenhum destes substitui a folha e o lápis — servem para te lembrar de medir.
O que aguenta o recreio
O recreio é o teste mais duro que estas sapatilhas vão levar, e são três coisas que decidem:
- Sola de borracha com boa aderência. É o que segura no chão molhado do recreio coberto e no piso do pavilhão. Um sapato que escorrega é um sapato que a criança não usa a sério.
- Interior forrado. Menos atrito directo contra a pele nas primeiras semanas, que são as piores.
- Limpeza certa. Pano húmido e secar à sombra. Não pôr na máquina. «À sombra» quer dizer longe do sol directo e longe do aquecedor — o calor forte deforma e descola.
Mais um conselho do Royal College of Podiatry que ninguém segue e devia: usar as sapatilhas novas em casa, alguns dias antes do primeiro dia de aulas, precisamente para evitar bolhas. Se houver um ponto que aperta, descobre-se no sofá e não no recreio.
Ginástica na escola: o segundo par explica-se aqui
As regras são de cada escola e vêm no regulamento interno — o teu caso decide-se lá, e vale a pena ler antes de comprar. Dois exemplos públicos dão a ideia do que costuma estar escrito.
No regulamento de Educação Física do Agrupamento de Escolas de Vale de Aveiras, o equipamento obrigatório do aluno abre com «sapatilhas exclusivas para EF», ao lado das meias de algodão, calção, camisola de manga curta, toalha, chinelos e sabão ou sabonete. Sapatilhas sujas, ou que possam estragar o piso do pavilhão, não entram no recinto — há um tapete à entrada para as passar. E o texto é explícito: quem aparece com calçado impróprio não participa na aula e fica com tarefas para fazer na sala ou biblioteca de Educação Física.
Na Escola Secundária Pedro Nunes a exigência é outra, mas vai dar ao mesmo: o calçado desportivo serve para o exterior e para o pavilhão, só que, ao entrar no ginásio, troca-se por sapatilhas ou meias antiderrapantes. Quem comparece sem o equipamento próprio leva falta de material, registada pelo docente.
Traduzido para o dia a dia: o par da ginástica vai na mochila, sai do saco já dentro do balneário e volta para o saco no fim. É por isso que dois pares não é luxo.
Quatro modelos de criança, e um de bebé
Escolhidos pela amplitude de números, que é o que costuma travar a compra quando há mais do que um filho em casa. Todos com sola de borracha, interior forrado e corte unissexo.
| Modelo | Números | Cores | Para quem |
|---|---|---|---|
| Sapatilha Alcobaça | 19 ao 36 | 4 | A amplitude maior da loja. Serve o pequeno e o do meio no mesmo modelo. |
| Sapatilha Alcácer | 25 ao 36 | 3 | Pré-escolar e 1.º ciclo, incluindo branco para quem precisa de neutro. |
| Sapatilha Campo | 31 ao 36 | 5 | Crianças mais velhas, com a maior escolha de cor. |
| Sapatilha Aveiro | 27 ao 37 | 2 | Para quem já passou do 36 e continua a crescer. |
| Sapatilha Covilhã | 19 ao 24 | 1 | Bebé, para os primeiros passos e a creche. |
Se preferes procurar pelo número em vez de pelo modelo, a categoria Criança tem um painel «Filtrar» com todos os números do 19 em diante — carregas no que mediste e ficas só com o que existe nesse tamanho. Para os mais pequenos há a categoria Bebé, e o catálogo completo está todo na mesma página.
Se o número não servir
Acontece, e é por isso que a regra do «entre dois números, fica com o maior» tem rede. Há 14 dias para devolver sem justificação, ao abrigo do direito de livre resolução do DL 24/2014, contados a partir da entrega. O artigo tem de ir no estado original, com a embalagem, e o reembolso é feito até 14 dias depois de recebermos a devolução. Os detalhes estão na política de devoluções.
Os portes são grátis para Portugal continental; as condições para Açores, Madeira e Europa estão na política de envios. Paga-se por MB WAY, Multibanco, Visa, Mastercard ou Klarna.
Dúvida sobre um número em concreto antes de comprar? A página de contactos responde em dias úteis, das 9h às 18h.
Perguntas frequentes
Quantos pares de sapatilhas precisa uma criança para o ano lectivo?
Dois, no mínimo: um para o dia a dia e outro para a Educação Física. Há escolas que exigem calçado limpo, que não venha da rua, para entrar no pavilhão — nesses casos o segundo par vai na mochila e só se calça no balneário. Um terceiro par ajuda nos dias de chuva e dá folga ao calçado entre utilizações; a podologista Carla Ferreira, dos Hospitais Lusíadas, aconselha mesmo a mudar de sapatos todos os dias.
Velcro ou atacadores? Com que idade é que a criança já se calça sozinha?
A idade não decide nada. O teste é este: consegue calçar-se e apertar-se sozinha, duas vezes seguidas, sentada e com pressa? Se não, velcro. Se sim, os atacadores ajustam melhor o peito do pé — mas têm de ficar bem apertados. O que o Royal College of Podiatry pede é que o fecho seja ajustável, e tanto o velcro como os atacadores cumprem. Nestes modelos o fecho varia conforme o modelo, por isso convém ver a fotografia na ficha do produto.
De quanto em quanto tempo devo voltar a medir o pé da criança?
O Royal College of Podiatry aponta seis a oito semanas nos mais pequenos e dois a três meses nas crianças mais velhas. Na prática, remedir uma vez no início de cada período lectivo resolve. Entre um número e o seguinte vão apenas 6 a 7 milímetros, por isso um número dura pouco — sobretudo até aos 5 anos, que é a fase de crescimento mais rápido (cerca de 1 mm por mês nos rapazes e 2 mm nas raparigas). Depois dos 5 anos o pé abranda.
Como se mede o pé em casa, sem aparelho nenhum?
Criança de pé, calcanhar encostado a uma parede, com uma folha de papel debaixo do pé. Marca-se a direito o dedo mais comprido (nem sempre é o dedo grande) e mede-se do fim da folha até à marca, em centímetros. Medem-se os dois pés ao fim do dia e segue-se o maior. Em cada ficha de produto há o botão «Como escolher o tamanho» com a tabela de centímetros por número.
E se a medida ficar entre dois números?
Escolhe o maior. Estes modelos calçam justos, e num pé que está a crescer o número a mais dura mais tempo do que o número a menos. Se ainda assim não servir, há 14 dias para devolver sem ter de justificar.
As sapatilhas podem ir à máquina de lavar?
Não. Limpa-se com um pano húmido e seca-se à sombra — longe do sol directo e do aquecedor, porque o calor forte deforma e descola. Há ainda uma razão prática: nas escolas que exigem sola limpa para entrar no pavilhão, um par sujo pode significar não fazer a aula.

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